terça-feira, 18 de maio de 2010

Mil vazios

Eu hoje queria um colo que não me perguntasse porque e me deixasse chorar até dormir. Queria esquecer o passado, o sofrimento, o futuro e até o presente. Queria conseguir não pensar em nada.

Estranho é o fato de que eu abandonei todo mundo que me amou a vida toda, indo embora, fazendo muitas malas, fugindo das raízes que (que grande ironia!) acabaram por se fixar no meu coração, e hoje tudo o que eu mais quero é não ser abandonada. O que eu quero é ter quem fique ao meu lado, pois o medo de que ninguém queira - de que ninguém consiga - me aterroriza.

Mesmo hoje, com tudo isso bagunçado, eu sinto muito. Ah, eu sinto tanto tê-los deixado e hoje me sentir tão só.

Eu passei a vida tentando ser sozinha, mas hoje isso é tudo o que eu não quero. Por favor, não me deixe, não me deixem, eu não sei mais onde guardar tanta dor.


(Texto absolutamente fora de foco, fora de rumo, sem sentido como os meus pensamentos. Segura na minha mão e diz que vai passar?)

3 observações:

Andrea de Godoy Neto disse...

Ana Cristina, vi um pedaço de mim nestas tuas palavras...não guarda a dor, não...coloca pra fora. Vai passar, vai mesmo. Mas até lá, há que se ter coragem, porque dói. Mas olha, a vida sorri pra gente logo ali na frente, viu? Desanima não, flor.

um abraço com desejo de que tenhas conforto

M. disse...

Por mais que a gente tente fugir, que não vejamos luz no fim do túnel, ainda existe gente que importa conosco. Gente que nos aceita como somos e que tem infinitas porções de amor pra nos dar.
Meu anjo, isso passa mesmo. Até lá, ainda que de longe, empresto meu colo e te digo do fundo do meu coração: te amo muito viu! Sabe como é, é coisa de santo bater...assim, posso tb afirmar que ainda que queira, não te deixo só =)

Carlos disse...

sabe q me sinto da mesma forma por diversas vezes?

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