terça-feira, 24 de agosto de 2010

Causas e consequências

O motivo de eu não escrever aqui com muita frequência é bem simples, mas me causa uma certa culpa.
Escrever é e sempre foi a paixão maior da minha vida, bem ao lado da música e de outras pequenas alegrias guardadinhas no fundo da gaveta.
No outro blog que, como já contei por aqui, mantive por algum tempo e ao qual era bem mais devota, eu escrevia sempre, quase todos os dias, textos que brotavam da imaginação, do coração, de uma cabeça fervilhante de vontade de viver as coisas todas da vida.

E é aí que mora o presente.

A escritora de hoje viveu tantas coisas... Viveu o que quis, o que não quis, talvez mais até do que devia uma moça jovem. Seus sonhos viram a realidade, ora se apaixonaram, ora se decepcionaram, mas houve sempre muito sangue correndo nas veias e bombeando fortemente o coração pra que ele aguentasse tantas emoções.
Depois de tudo, chego aqui cheia de paixão ainda, mas uma paixão um pouco diferente. Não mais arroubos adolescentes, agora há os sorrisos largos, os abraços, as cordas do violão embalando meus dias. Há a gata deitada no colo pedindo carinho com seu ronronar elegante, a música (que nunca me abandona e nunca é abandonada) sempre, sempre por perto, o amor sereno de um casamento de almas.

Hoje, o tempo é de colher alguns frutos que foram plantados ontem e plantar tantos outros pra amanhã. Sinto-me tão serena e preparada pro que há de vir, e esta é a minha escrita. Não tenho palavras na ponta da pena porque o destino escreve em mim suas palavras. O tempo transformou caneta em papel, e eu virei uma folha - jamais em branco, jamais - onde a vida imprime sua vontade, bem à vontade.

Estou plena. Sinto o ar entrar e sair tranquilamente pelas vias respiratórias, sem engasgos ou afobações.

Sou feliz.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Matéria-prima

Porque eu não sei o que dizer hoje, vim cá falar qualquer coisa, falar da vida, da música que brota de mim num perfume forte, impetuoso e imperativo, falar do amor que me surpreende a cada dia, não ele mas eu mesma, que antes não sabia saber amar, e agora sinto que estou pelo menos aprendendo, das palavras que não me deixam dormir à noite, com medo, com tesão, com vontade de escrever, mas aí eu chego na pauta e não sai nada - as palavras estão aprisionadas dentro de mim.

Música, amor e palavras. Disso eu sou feita e disso é feito este pequeno texto sem rascunho nem correção.
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