segunda-feira, 24 de maio de 2010

Encantamiento


 

Daqui.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Partitura

Quando eu crescer, dizia quando pequena, quero ser médica de manhã, marinheira de tarde e bailarina à noite. Daí eu cresci, descobri que o que eu queria não era nem ser médica, nem marinheira, nem bailarina - o palco me seduziu irremediavelmente. Mas tem jeito de ser artista no nosso convívio, no nosso país, na nossa cultura? Como faz pra se sustentar, comer, pagar aluguel?

E a família? Quanto apoio!

Mas minha filha, cantora? Vai fazer uma faculdade!

Fiz.

Mas minha filha, cantora? Isso não dá futuro, tem certeza?

Tenho.

Até hoje, desconfio que eles não aceitam. Engolem, não tem mais jeito. Mas quem sabe um dia ela muda de ideia...

A música me escolheu ou eu a ela? O palco me seduz ou eu a ele? O público precisa de mim ou eu (tanto, tanto) dele? O que eu faço com tanta paixão?

Não sei, não sei, sei menos ainda. Mas eu amo - e continuo lutando.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Mil vazios

Eu hoje queria um colo que não me perguntasse porque e me deixasse chorar até dormir. Queria esquecer o passado, o sofrimento, o futuro e até o presente. Queria conseguir não pensar em nada.

Estranho é o fato de que eu abandonei todo mundo que me amou a vida toda, indo embora, fazendo muitas malas, fugindo das raízes que (que grande ironia!) acabaram por se fixar no meu coração, e hoje tudo o que eu mais quero é não ser abandonada. O que eu quero é ter quem fique ao meu lado, pois o medo de que ninguém queira - de que ninguém consiga - me aterroriza.

Mesmo hoje, com tudo isso bagunçado, eu sinto muito. Ah, eu sinto tanto tê-los deixado e hoje me sentir tão só.

Eu passei a vida tentando ser sozinha, mas hoje isso é tudo o que eu não quero. Por favor, não me deixe, não me deixem, eu não sei mais onde guardar tanta dor.


(Texto absolutamente fora de foco, fora de rumo, sem sentido como os meus pensamentos. Segura na minha mão e diz que vai passar?)

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Hoje

Pensando bem, o bom da vida é lutar - muito mais do que vencer ou, claro, perder. Os desafios, inclusive os aparentemente intransponiveis, nos instigam a sermos melhores sempre pra que nunca haja barreira ou obstáculo que nos bloqueie os objetivos.

Sem querer bancar de auto-ajuda (o que detesto, detesto), com essa nossa mania de enxergar somente os fins, não damos a devida atenção ao mérito que trazem os meios. As superações, as vitórias, todos os fios com os quais tecemos a trama da vida. Isso sim é importante, importantíssimo.

Hoje estou tão otimista. Mesmo com os contras, é preciso trabalhar os prós pra que bons resultados aconteçam.

Naturalmente.

terça-feira, 11 de maio de 2010


Pensar o que diante da sutil impotência cotidiana?

Responder com que gestos palavras que nunca são ditas?

Viver como, se a vida já lhe parece pouco?

Fazer o que quando, mesmo tendo tudo, tudo não basta?

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